Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade é uma
doença que já atinge quase metade da população brasileira. A relação entre a
fome verdadeira e a simples vontade de comer é um desses fatores.
Normalmente está ligado à crescente incidência de
males como ansiedade, estresse e depressão, muitos estão descontando todas as
frustrações e problemas diários na comida e, consequentemente, ingerindo uma
quantidade de alimentos bem maior do que organismo precisa para viver. A pessoa
come simplesmente para tentar preencher o vazio emocional e se sentir melhor. As
mulheres saem em desvantagem neste quesito.
Já a fome verdadeira é bem diferente e resulta da
necessidade fisiológica do organismo de obter nutrientes. E ela tem
"sintomas" físicos bem definidos, como o estômago roncando, podendo
até ter dores de cabeça, que após se alimentar o mal estar passa.
Do ponto de vista psicológico, a ligação entre
emoções e comida começa quando ainda se é bebê, muito antes de qualquer
desequilíbrio químico no organismo. Estímulos externos também podem despertar a
vontade de comer sem que estejamos com fome. É o caso daquele cheiro de comida
no corredor do prédio ou da pizza quentinha do delivery ao lado de casa.
Você come com culpa?
A vontade de comer que ultrapassa o limite aceitável e leva à obesidade é uma armadilha da qual é difícil sair. Ela gera um círculo vicioso de culpa e baixa autoestima que pode fazer a pessoa se afundar cada vez mais no mar de alimentos, o que pode causar doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta e colesterol que a obesidade acarreta.
Para quebrar o círculo vicioso da comida, é preciso
um tratamento com um médico para que a adaptação do organismo possa acontecer,
tanto psicológica quanto fisicamente.
Por serem mais emocionais, as mulheres precisam
ficar mais atentas aos sinais de seus corpos, já que, entre outros fatores, na
fase de TPM, pela mudança hormonal, pode aumentar a vontade de comer em geral,
mas principalmente chocolates.
Alimentação para uma vida saudável
Uma alimentação balanceada ajuda muito na tarefa de
identificar a fome quando ela vem. O ideal é comer de forma fracionada ao longo
do dia, a cada três horas. A constância nos horários das refeições também ajuda
o organismo a se "autorregular" e a comunicar quando a fome chega e
qual o ponto em que o corpo está saciado.
É sempre importante procurar um médico, para que
ele oriente qual o melhor tratamento em cada caso e descarte outros fatores que
podem levar à vontade de comer algo, como deficiência nutricional, problemas
metabólicos ou hormonais.

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