Então confira 10 coisas que você precisa saber sobre o assunto:
1 – As glândulas suprarrenais ou adrenal, como também são chamadas,
são glândulas pequenas, componentes do sistema
endócrino. Estão localizadas acima de cada rim e na parte mais
anterior.
2 – Cada uma delas possui cerca de 5 cm de diâmetro, sendo dividida em duas
partes principais: uma camada externa, conhecida como córtex, e uma parte
central, chamada de medula.
3 – A Adrenal é responsável por sintetizar hormônios importantes no processo metabólico,
como aldosterona e o cortisol,
além de alguns hormônios
sexuais como a testosterona, a
adrenalina e a noradrenalina.
4 – A adrenalina e a noradrenalina são hormônios importantes na
ativação dos mecanismos de defesa do organismo, diante de condições de
emergência, tais como emoções fortes, estresse, choque, entre outros. Eles
preparam o organismo para a fuga ou luta. A adrenalina aumenta o ritmo cardíaco
e a pressão sanguínea em resposta ao estresse ou ansiedade.
O fluxo sanguíneo para os músculos aumenta, a pele empalidece, as pupilas dos
olhos dilatam e o fígado libera glicose no sangue. Estas alterações preparam o
corpo para ação imediata.
5 – A adrenalina ainda pode ser utilizada como medicamento no tratamento do estado de choque, nos ataques
agudos de alergia e na asma grave. Também é utilizada para diminuir a absorção
dos anestésicos locais, aumentando assim seu efeito e reduzindo o sangramento,
especialmente em cirurgias dermatológicas.
6 – Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas - controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o
aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.
7 – Entre as doenças associadas a distúrbios na produção de hormônios na glândula adrenal estão a Doença de Addison, a Síndrome
de Cushing e o Feocromocitoma. O Câncer é raro, mas pode ocorrer. O tipo mais
comum é o Carcinoma
Adrenocortical (originado
na camada cortical). Os cânceres da camada mais interna (medula) são chamados
Feocromocitomas.
8 – A Doença de Addison,
também conhecida como insuficiência
adrenal crônica ou hipocortisolismo, é
uma rara doença
endocrinológica. Ela progride lentamente e os sintomas podem
ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de stress. Os sintomas
mais comuns são: fadiga crônica, com piora progressiva; fraqueza muscular;
perda de apetite; perda
de peso; náusea e vômitos; diarréia; hipotensão, que piora
ao se levantar; áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), conhecidas como
melasma suprarrenal; irritabilidade; depressão; vontade de ingerir sal e
alimentos salgados; e hipoglicemia (mais severa em crianças).
9 – A Síndrome de Cushing é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de
cortisol no sangue. Os principais sintomas são o aumento de peso, com a gordura se depositando no tronco e no pescoço.
Ocorre, também, afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura
e, consequentemente, fraqueza muscular, que se manifesta principalmente quando
o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil,
fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o
local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e
labilidade emocional também podem ocorrer.
10 – Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, de
células cromafins, formados por células produtoras de substâncias adrenégicas, como a
adrenalina. Costumam se localizar nas glândulas adrenais ou suprarenais, mas
podem ter outras localizações. Esse tipo de tumor raramente responde à
quimioterapia ou radioterapia, necessitando de intervenção cirúrgica. Eles
podem ser "silenciosos", mas podem ter os mais variados graus de
sintomas, sendo os mais intensos os das chamadas crises adrenérgicas. Neste
caso, o portador apresenta crises súbitas de aceleração do coração, com grandes
elevações de pressão
arterial, dor de cabeça e sudorese.

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