domingo, 29 de novembro de 2015

Dra. Karen Dias aperfeiçoa seus conhecimentos em Harvard

          O domingo da Dra. Karen Dias foi bem diferente dos convencionais. É que na última sexta-feira (27) ela partiu para Harvard para aperfeiçoar seus conhecimentos em sua área de atuação: Endocrinologia. Os pacientes podem ficar tranquilos porque a passagem de volta já tem dia marcado. Em 7 de dezembro ela estará posando em terras brasileiras, com uma bagagem maior do que levou; trará conhecimentos novos, que serão aplicados em seus pacientes. Solicitada de uma frase que resumisse os estudos na Universidade de Harvard, ela diz: Experiência única, conhecimentos indescritíveis.

Aguarde as novidades a partir da próxima semana. Aproveite para marcar sua consulta.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Por que procurar um endocrinologista para emagrecer?

      O peso ideal é o sonho de muitas pessoas principalmente das mulheres, sempre preocupadas em ter o corpo bonito para os padrões de beleza pré-definidos pela sociedade, ou seja, magros e esguios, marcados pela cintura fina, livres de celulites e culotes. Mas quando o assunto é emagrecer seguindo a orientação de um profissional, será que sei a quem devo procurar?
     Muitas pessoas que buscam tratamentos para emagrecer, e outras porque necessitam de tratamentos para aumentar de peso, ficam sem saber a qual profissional recorrer. 
   Sempre que pensamos em endocrinologia associamos de imediato à palavra emagrecer, já que o endocrinologista faz uma análise criteriosa, baseando-se em exames laboratoriais como exames de sangue, o chamado hemograma completo, onde são verificadas as taxas que podem estar elevadas como o colesterol.
    A endocrinologia estuda ainda, a possibilidade de o paciente ter alguma deficiência hormonal e, aliás, é o 1º fator que pode levar a pessoa a ter facilidade em engordar, e não emagrecer mesmo com as famosas dietas.
     A endocrinologia classifica os hormônios como substâncias responsáveis pelo controle da reprodução, do crescimento, do desenvolvimento e do metabolismo, caso seja verificado a existência de alguma disfunção hormonal, vai significar que mesmo a pessoa malhando e comendo pouco não consegue emagrecer, pois o organismo não elimina resíduos e ainda pode estar sofrendo de aumento de peso sem controle.

     Além de usar a endocrinologia para emagrecer, o profissional desta área também é responsável em diagnosticar certos tipos de doenças que geralmente estão associados à obesidade como diabetes, hipertensão (pressão alta) e o colesterol. 
      Procure um endocrinologista para manter sua saúde em dia e sentir-se bem com o seu corpo!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Tumor de Hipófise - Como descobrir? Como tratar?

O que é hipófise?
     É uma glândula, também chamada de pituitária, localizada bem no centro do crânio em um compartimento ósseo chamado de sela túrcica ou sela turca. A hipófise tem a função de regular, por meio da produção de hormônios específicos, o funcionamento de diversas glândulas do corpo.
O que são adenomas hipofisários?

     Os adenomas hipofisários são os tumores mais comuns desta região. São lesões benignas da glândula hipófise que podem provocar sintomas neurológicos e hormonais.
     Dor de cabeça, perda de visão e alteração da mobilidade ocular são os sintomas neurológicos mais comuns e são decorrentes de compressão ou invasão de estruturas próximas à hipófise, tais como os nervos óptico, oculomotor e abducente.
     Os sintomas endócrinos são provocados por deficiência ou excesso de produção dos hormônios hipofisários. A deficiência de hormônios hipofisários é conhecida como hipopituitarismo. Se o tumor produz algum hormônio, é conhecido como adenoma secretor e nestes casos, provocam sintomas clínicos bastante característicos. No caso dos Prolactinomas, que secretam prolactina, pode ocorrer infertilidade, alterações da menstruação ou da libido, produção inapropriada de leite pelas mamas.  Na Acromegalia, os tumores produzem o hormônio de crescimento-GH de forma inapropriada e os sintomas podem ser: gigantismo, aumento dos dedos dos pés e das mãos, crescimento das orelhas, nariz e queixo, hipertrofia muscular, alteração da voz, etc. A Doença de Cushing, causada pela produção inapropriada de hormônio adrenocorticotrófico - ACTH, pode levar a obesidade, hipertensão arterial e diabetes de difícil tratamento clínico, etc.
     Um número significativo de adenomas hipofisários não secreta qualquer hormônio, provocando somente alterações neurológicas e deficiências hormonais. No entanto, a prolactina pode aumentar nestes casos de tumores não-secretores, causando sintomas semelhantes ao dos Prolactinomas.
Como o adenoma de hipófise se desenvolve? Meus filhos podem ter?
     Os adenomas hipofisários não possuem causa bem definida, sendo provavelmente provocados por mutações isoladas de células hipofisárias normais, ou seja, uma célula que deu defeito. Apenas 3 a 5 % dos casos apresenta distribuição familiar, podendo ser transmitido hereditariamente.
O meu exame mostrou um micro-adenoma da hipófise, eu tenho que operar?
     Os micro-adenomas hipofisários são lesões menores de 10mm. É muito comum, hoje em dia, a detecção de micro-adenomas de hipófise de maneira incidental, ou seja, o paciente realiza a Ressonância Magnética por algum sintoma neurológico inespecífico como cefaléia, tontura ou perda de memória e acaba descobrindo um tumor na hipófise, são os chamados "incidentalomas". Se a lesão for menor de 10mm e não houver qualquer sintoma ou alteração hormonal, não deve ser tratada, o paciente deve apenas realizar um seguimento clínico, laboratorial e radiológico. Se o micro-adenoma hipofisário estiver causando sintomas, deve ser tratado. O tratamento clínico pode ser feito com medicamentos, como a Cabergolina ou Bromocirptina para os Prolactinomas. O tratamento cirúrgico para os micro-adenomas é menos freqüente, mas pode ser necessário se não houver resposta ao tratamento clínico e também em casos de doença de Cushing e Acromegalia.
Como é a cirurgia pelo nariz? Quando é preciso fazer?
     O acesso endonasal transesfenoidal com auxílio do microscópio ou endoscópio é a cirurgia mais moderna para este tipo de doença e é realizada pelo neurocirurgião em conjunto com o otorrinolaringologista. A incisão, ou corte, é feito dentro do nariz, ou seja, não fica aparente. Através deste acesso minimamente invasivo, retira-se uma pequena quantidade  de mucosa e osso para acessar a sela túrcica e consequentemente a hipófise. A cirurgia é realizada com anestesia geral e dura cerca de 2 a 3 horas. A recuperação da cirurgia é muito rápida, cerca de 48h, no entanto, o paciente precisa, algumas vezes ficar internado no hospital por alguns dias para checar o funcionamento dos hormônios hipofisários no pós-operatório.
     A cirurgia deve ser realizada nos casos de apoplexia hipofisária, ou seja, quando há sangramento do tumor, e quando há déficit neurológico, geralmente presente nos tumores volumosos. Quando não se consegue o tratamento clínicos dos tumores hipofisários, a cirurgia também pode ser indicada pelo neurocirurgião.
     A cirurgia através do crânio pode ser necessária em alguns casos, mas é mais frequente quando o tumor não é um adenoma, e sim um meningioma, craniofaringeoma, metástase, ou outro.
 Referência

Amato, MCMA - Manual do Médico Generalista. Na Era do Conhecimento - Roca 2014

terça-feira, 13 de outubro de 2015

A prática de atividade física pode ajudar no controle do diabetes e da hipertensão?

      Assista ao vídeo exibido pela Rede Globo de Televisão, no dia 15 de março de 2013, e veja como a atividade física pode contribuir para quadros de hipertensão e diabetes. 

    Lembrando sempre que é de suma importância que um médico seja consultado antes de iniciar as atividades e que haja um acompanhamento de um profissional de Educação Física para garantir a qualidade dos exercícios, evitando problemas futuros.

10 coisas que você precisa saber sobre diabetes

      O diabetes se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina. O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.
      Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.
Confira 10 coisas que você precisa saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

1. No tratamento do diabetes, o ideal é que a
 glicose fique entre 70 e 100mg/dL.  A partir de 100mg/dL  em jejum ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia e, abaixo de 70mg/dL,hipoglicemia. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode causar sintomas indesejáveis e com complicações que merecem atenção.

2. Tanto insulina, quanto medicação oral pode ser usada para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, mas também pode ser usada em diabetes gestacional e diabetes tipo 2 (quando o pâncreas começa a não produzir mais insulina em quantidade suficiente).  A medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.

3. A
 prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e a perder gordura corporal, além de aliviar o estresse. Por isso, pessoas com diabetes devem escolher alguma atividade física e praticar com regularidade, sob orientação médica e de um profissional de educação física.

4. A contagem de carboidratos se mostra muito benéfica para quem tem diabetes. Os carboidratos têm o maior efeito direto nos níveis de glicose, e esse instrumento permite mais variabilidade e flexibilidade na alimentação, principalmente para quem usa insulina, pois a dose irá variar conforme a quantidade de carboidratos. Isso acaba com a rigidez no tratamento de antigamente, quando as doses de insulina eram fixas, e a alimentação também devia ser. É importante ter a orientação de um nutricionista.

5. As tecnologias têm ajudado no tratamento do diabetes. Os aparelhos vão desde os glicosímetros (usados para medir a glicose no sangue) até bombas de infusão de insulina e sensores contínuos de monitorização da glicose.

6. Se o diabetes não for tratado de forma adequada, podem surgir complicações, como retinopatia, nefropatia, neuropatia, pé diabético, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar a levar uma vida normal.

7. A educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele. Assim, o paciente pode ter o auxílio e o suporte necessários para um bom tratamento e tomar as decisões mais adequadas com base em conhecimento.

8. Muitos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados quando se está dentro do peso normal, com hábitos alimentares saudáveis e com prática regular de atividade física.

9. O fator hereditário é mais determinante no diabetes tipo 2.  Ainda se estuda o que desencadeia o diabetes tipo 1 e, por enquanto, as infecções, principalmente virais, parecem ser as maiores responsáveis pelo desencadeamento do processo autoimune. No tipo 2, os casos repetidos de diabetes em uma mesma família são comuns, enquanto a recorrência familiar do diabetes tipo 1 é muito pouco frequente.


10. Ainda não há
 cura para o diabetes, porém estão sendo realizados estudos que, no futuro, podem levar à cura. Para o diabetes tipo 1, está sendo estudada a terapia com células-tronco em pacientes recém-diagnosticados. Já para o diabetes tipo 2, os estudos com a cirurgia de redução de estômago (gastroplastia) têm mostrado aparentes bons resultados, mesmo em pacientes que não estão acima do peso. Salienta-se que esses métodos ainda são absolutamente experimentais.  

Quais as principais áreas de atuação de um médico endocrinologista?

Veja, a seguir, as principais áreas de atuação do endocrinologista:

Reposição Hormonal da Menopausa – A reposição hormonal é um tratamento eficaz, feito com hormônios iguais aos da própria mulher, para amenizar o desconforto e riscos causados pela menopausa.

Obesidade – A obesidade representa um risco para a saúde as crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.

Crescimento – Uma criança saudável tem um crescimento normal O crescimento deficiente ou excessivo pode ocorrer em função de alterações hormonais, nutricionais ou genéticas.

Excesso de pelos – Mulheres com excesso de pelos na face (hirsutismo), acne ou aumento da musculatura podem estar com produção excessiva de hormônios masculinos.

Doenças da Glândula Suprarrenal – Aumento de peso, estrias avermelhadas, pelos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele, podem significar problemas na glândula suprarrenal.

Distúrbios da Puberdade – Crianças que desenvolve precocemente pelos pubianos, odor axilar e têm desenvolvimento das mamas apresentam distúrbios hormonais e necessitam avaliar a origem do problema. Os adolescentes que não desenvolvem essas características também necessitam de uma avaliação.

Distúrbios da Menstruação – Alterações no ciclo menstrual (falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês) podem significar problemas hormonais. Por isso, necessitam de investigação e tratamento adequado.

Doenças da Hipófise – Tumores da hipófise podem levar à presença de leite nas mamas, fora do período de amamentação, além de mudanças faciais, aumento do numero do sapato, dores de cabeça e distúrbios da visão.

Diabetes – Se você tem excesso de peso, parentes com diabetes, hipertensão ou alterações da gordura no sangue, procure um endocrinologista. Você pode ficar com diabetes. Mas, se você bebe muita água, urina muito e perde peso, pode estar com diabetes.
Colesterol e Triglicerídeos – A alimentação inadequada e algumas doenças podem levar ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos em adultos e crianças. Com um tratamento adequado, o risco de futuras complicações cardiovasculares é reduzido.

Osteoporose – A osteoporose é uma doença endócrina. Dores nos ossos e fraturas frequentes podem significar enfraquecimento ósseo. Procure seu endocrinologista. Ele pode diagnosticar e indicar o tratamento adequado.

Andropausa – Os hormônios masculinos podem diminuir quando o homem envelhece. Nesse caso, algumas pessoas podem sentir cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual, necessitando da ajuda do especialista para fazer reposição hormonal.

Tireoide – Nódulos ou aumento do volume do pescoço, nervosismo, insônia e alterações no ritmo intestinal, coração acelerado ou desacelerado, perda ou ganho de peso e excesso de frio ou calor podem revelar distúrbios da tireoide.

Em todos os casos citados é importante que, identificados os sintomas, seja consultado um endocrinologista. Para saber se o médico é endocrinologista.
Fonte: Conteúdo adaptado de folheto informativo